Comprei Paixões por acaso nas Lojas Americanas no Itajaí Shopping. O preço, a capa e a sinopse me chamaram a atenção e como não pago imposto pra comprar livro (quer dizer, eu pago mas… who cares?) acabei trazendo pra casa. E não iria me arrepender: ele é simplesmente bárbaro!
É o primeiro livro de Rosa Montero que leio mas já quero ler todos que ela escreveu. Rosa, espanhola nascida em Madri, é maravilhosa em seu estilo próprio de escrever e de cativar o leitor. E que belo trabalho histórico ela fez em Paixões!
Paixões fala de alguns dos casais mais famosos da história mundial e as suas histórias de (des)amor. Já no primeiro episódio fica claro como todo aquele sofrimento amoroso que pensamos ser privilégio nosso, já não o é. E que não há quem escape dele.
“Vista de perto, a maioria das mais conhecidas histórias de amor é atroz.”
Todas as histórias do livro tem um final infeliz, como acontece com toda a história de amor afinal. Alguns amores e muitas paixões desenfreadas, esquisitas, histéricas, loucas somados a interpretação ou, “melhor dizendo, recriação” da autora fazem do livro quase um livro de conto de fadas às avessas. Toda essa paixão sem limites, os corações arrebentados, as lágrimas derramadas, as mortes quase juvenis (muitos dos casais não chegaram aos 40 anos) se tornam belos – trágicos mas belos (temos uma atração infinita pelo trágico) - diante de nossos olhos e através do livro. Por que de que adiantaria um final feliz? Não é Romeu e Julieta a mais bela história de amor? Seria tão bela e atravessaria a barreira do tempo se não fosse trágica? O que dizer de Jack e Rose? Richard e Ilsa? Oliver e Jennifer? Scarlett e Rhett? Seth e Maggie? Sam e Molly? Robert e Francesca? Casais que tanto amamos e admiramos não pela paixão desenfreada mas pelo sofrimento por ela acarretado?
“Seja como for, em toda a história de amor, mesmo na mais realizada e feliz, há sempre um ingrediente de tristeza, o pressentimento inexorável da perda: porque todos sabemos que essa abundância se acabará um dia. Provavelmente a vida nunca pareça tão efêmera como na melancolia de um amor que termina.”
No livro, somos apresentados a 18 casais e suas extraordinárias histórias, desde Leon e Sônia Tolstói, passando por Oscar Wilde e lorde Alfred Douglas, Evita e Juan Perón, Marco Antônio e Cleóprata, John e Yoko, só para citar alguns deles.
Como se tudo isso não bastasse, o livro vale pela maravilhosa introdução da própria autora e pelo texto do Manoel Carlos na orelha do livro.
“O mundo já não era um vale de lágrimas e, na busca privada da felicidade, a paixão amorosa adquiriu um papel preponderante. No entanto, diversas teorias, do estoicismo ao budismo, não afirmam que, para escapar do sofrimento da vida, o ser humano deve reduzir ao mínimo suas aspirações? Se você não espera nada, se não deseja nada, se não ambiciona nada, não há frustação. À luz deste raciocínio desolador mas sensato, fico me perguntando se, ao descobrir no século XVIII o conceito moderno da felicidade e da paixão, os seres humanos não descobriram também sua maior desgraça.”









Segunda-feira, Junho 4, 2007 às 9:30 pm
Eu adooooooro suas dicas de livros porque normalmente são boas. Pelo menos tem sido boas. rssss
Mas sabe que analisando, o que você falou é verdade. Cidade dos Anjos eu chorei. E “Meu primeiro amor”, também! Choreiiii. Aliás, sou uma chorona assumida. Mas filmes trágicos que envolvam romances me comovem mais ainda. Livros, então!!
Acho que serei ‘obrigada” a ler.. rss
Beijos, tenha uma ótima semana, Táta!!
Terça-feira, Junho 5, 2007 às 11:23 am
Eu volteiiiii… tava com saudades de vir aqui.
E sabe que o título do seu blog não me saia da cabeça, realmente PORQUE NINGUÉM MERECE o que a TAM fez comigo e com um monte de gente no último dia 27. Um verdadeiro horror! Vai lá em casa pra conferir.
Beijocas.
Domingo, Junho 10, 2007 às 2:31 pm
Vim. Li. Gostei. Favoritei. Ajudei com cliques e fiz comentários. Temos muito em comum. Certamente, não dariamos certo para sermos casados, pois teriamos que acabar com os nossos atuais casamentos – só um elogio – Ideologicamente, você é ideal, não sei a questão do convivio. – Eita Cantada descarada e mal feita — kkkkk Menina temos muito em comum… gostei de seu conteudo .. só para comentar sobre Paixões… está apaixonante este seu espaço. Até…